Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Uma Viagem Inesquecível...!



A gente havia começado a conversar há alguns meses, porém, com o tempo, eu entrei em um relacionamento e deixei todos os meus contatos para trás. Meses depois, terminei o namoro e decidi entrar em alguns grupos de rede social, quando no reencontramos e voltamos a manter contato. Ele relembrou-me que eu tinha dito que toparia servir de "modelo😎😎😎😎" para ele me fotografar, apesar de ser que no fundo eu não acreditava muito que aquilo um dia fosse se tornar real.
Os dias foram se passando e a gente começou a conversar com mais frequência, passamos a ter uma relação mais aberta, mais confiável. Eu ainda mantinha um certo receio de ir até ele e fazer as fotos. Sempre me achando o patinho feio, enrolava às vezes para mandar alguma foto ou vídeo. Ele é um cara muito bonito, o perfil sério me dava sempre a entender que não passaríamos de uma relação superficial e pronto, mas os dias foram provando o contrário.
Na primeira vez em que marquei de ir até a cidade dele, houve um
imprevisto e ele não poderia me receber. Marquei a segunda vez e, no dia 08/12 com a cara e a coragem arrumei minha mochila e parti para lá. Durante todo o percurso da viagem eu tentava imaginar como seria tudo, o que deveria fazer ou não, se não desse certo... Fiquei ansioso quando cheguei na rodoviária e ele ainda não estava, imaginei que estivesse me olhando de longe e que não tinha gostado de mim e foi embora. Mas não, minutos depois ele chegou e finalmente nos conhecemos.
Enquanto eu subia a rampa em direção a ele, o observava segurando a grade e me olhando, mais alto do que havia imaginado, realmente lindo, voz grave e cara séria, mas quando sorria, um mundo inteiro se abria! Quando chegamos a sua casa, ficamos sentados um pouco no pátio e ele me falou mais coisas sobre sua vida. Conversamos durante um bom tempo. Eu achava que ele iria me mostrar alguma hospedagem onde eu pudesse ficar e ele fez mais do que isso, me levou para sua casa, cuidou de mim, 
Ele tinha feito uma comida para nós, na verdade era para ser almoçarmos juntos, mas como eu cheguei no final da tarde - me arrependo tanto disso - acabou virando jantar. Um delicioso estrogonofe, um arroz soltinho, batata palha e um refrigerante. Eu, ele e sua amiga que também adorei conhecer. Rimos, conversamos, brincamos, assistimos, etc. Eu achei que ele não tinha gostado de mim, mas quando fui tomar banho, ele foi juntamente comigo, estranhei a princípio, mas depois adorei. O momento quando realmente eu percebi que ele tinha ido com minha cara foi quando eu estava sentado na cadeira na cozinha e ele veio e me beijou. 
Pouco a pouco fui percebendo o quanto ele é um cara simples, uma pessoa maravilhosa, que ama a família e os amigos. Adorei dormir ao lado dele, sentir sua respiração, seu cheiro, suas manias. Se pudesse ficava acordado a noite toda olhando ele dormir. No dia seguinte eles me levaram para conhecer a famosa feira da cidade, e logo após voltamos para casa. 
Tiramos as fotos no final da manhã e tarde do sábado e no domingo de manhã. Apesar de ser um "modelo" trabalhoso, acho que tivemos um bom resultado, poderia ter sido melhor, mas ainda vou dar orgulho para ele! Em todo o tempo eu vi o cuidado e carinho dele por mim, nossa, há tempos eu não via aquilo. A gente vive em um mundo onde os gays são tão superficiais, onde as pessoas vão para a cama, transam e vão embora, onde não há diálogo, não há naturalidade. Ele fez eu mudar de pensamento. Entre nós havia uma recíproca muito grande, era beijo, abraço, olhares, brincadeiras, risos... havia sentimento, e isso fazia eu ficar com o coração apetado vendo as horas passarem e eu ter que voltar para casa.
Não sei quanto a ele, mas para mim, foi mais do que prazer, foi entrega. Me entreguei a ele com vontade, não com a vontade de alguém que caçou uma pessoa para ir pra cama e pronto, mas me entreguei para ele porque estava me sentindo completo. O corpo dele no meu me fazia entrar no ápice do desejo, me fazia querê-lo cada vez mais.
Todos os momentos em que passei lá foram realmente únicos. Fiz o máximo para que durasse o maior tempo possível, para que aquilo não acabasse. Sabe, tudo parecia um sonho, estava tão bom que não poderia ser real, mas era, e era meu dever fazer com que fosse eterno enquanto durasse. Sei que vou ficar com este sabor durante tempo suficiente para que a gente volte a se ver e eu arranque um beijo de alma dele...

sábado, 13 de junho de 2015

Feliz dia dos Namorados...?

Bom dia meu povo, a você que ontem teve um ótimo dia dos namorados, minhas felicitações. Eu infelizmente não tive essa mesma sorte, na verdade, sorte é o que não tenho tido nos últimos tempos com relação a relacionamento. Mas hoje acordei proposto a viver o que a vida tem me dado - quase nada - e tentar aquietar meu coração para e esperar que algum dia na vida em que ano não sei para poder ter o amor que vai mudar minha vida.
Nesta semana estava me sentindo um tanto quanto triste. Conheci um cara que mora aqui no bairro, ele sentou-se ao meu lado no ônibus e começou a puxar assunto, fui gentil e começamos a conversar, depois percebi que ele estava me alisando e permiti, me deu o zap e começamos a conversar. O cara disse que estava interessado em mim, mas eu não estou nem um pouco interessado nele, é um coroa sem muita beleza e que não me atraiu em nada. Comecei a pensar: Devo estar uma desgraça para só aparecer gente assim no meu caminho!
Para acabar de completar, meu amigo discutiu comigo e acabei ficando super triste com isso. Conversei com outro amigo e ficamos até a hora que não aguentei cai no sono sem mesmo ter tomado banho e trocado de roupa. Estava mais tranquilo porque tinha marcado na noite de sexta-feira ir com uma amiga ao shopping bater papo, rir e desabafar, mas a vaca desmarcou comigo porque passou uma noite fudendo e chegou tarde em casa, não poderia sair para fazer a média com a mãe. Fiquei muito chateado já dava meu dia como perdido.
Quando estava no ponto para ir pra casa, um colega mandou uma mensagem dizendo que estava indo ao shopping, para a gente se encontrar lá. Prontamente peguei o carro e fui, mas a gente acabou se desencontrando, porém, encontrei o amigo que tinha conversado pelo telefone, também sozinho e apaixonado. Fomos desguar juntos nossas mágoas. Como o shopping estava muito cheio, não ficamos lá, andamos até a região da Salete mas os bares não estavam gradáveis, seguimos em direção ao Campo Grande, e descemos para a Barra. Fomos parar em um bar que tinha música ao vivo.
O cantor era agradável e o garçom também. Meu amigo ficou de flerte com ele. Comecei a travar porque essas coisas não acontecem comigo e só com os outros. Nossa que sensação angustiante você ser uma pessoa que não consegue atrair ninguém. Ele conseguiu até o número do garçom e eu nada, não teria coragem até mesmo porque ele já estava dando em cima dele.
A gente conversou, bebemos, às vezes choramos, nos emocionamos. Pedi que cantasse "eu só quero saber em qual rua minha vida vai encostar na tua", e ele cantou. A gente foi embora e cheguei em casa quase meia noite, só tive tempo de mandar um zap para ele dizendo que estava em casa, deitei e dormi de tênis e tudo.
É meus queridos, infelizmente meu dia dos namorados não foi como eu esperava. Não sei se algum dia será, mas espero que ao menos o de vocês tenha sido. Beijos no coração e até a próxima meu povo...
 
 

domingo, 2 de novembro de 2014

A Certeza Incerta II

Olá pessoal, hoje vou contar para vocês como foi meu último dia de feriadão. Desde a sexta-feira eu vim para a casa dele além de ser para passar meu feriado fora do âmbito da casa, para poder me testar e ver o quanto já me desapeguei dele. Na sexta nós fomos para o cinema assistir ao filme sobre Tim Maia, quando saímos da sessão passamos no mercado porque no dia seguinte eu ia pagar o almoço que tinha prometido fazer para ele.
Quando chegamos tomamos um vinho, e acho que devido a ter ingerido muito rápido fiquei meio tonto e fui para a cama descansar um pouco mas acabei dormindo com a mesma roupa que estava. Acordei no dia seguinte e após tomarmos café, fui cozinhar para ele: um arroz especial, salada de folhas e couve refolgado com beacon.
As coisas estavam indo muito tranquilas, nos tratando como amigos e nada mais. Durante a tarde enquanto ele estava deitado eu fiquei no computador vendo alguns vídeos e me lamuriando cada vez que vinha à minha mente a burrada que tinha feito fazer perder aquele homem. Para mim, a pior coisa era dormir ao lado dele, porém longe dos seus braços. Vê-lo ali dormir sem sequer encostar em mim me matava, me cortava completamente.
O clima de paz entre nós mudaram quando, depois que ele voltou da barbearia, eu propus mantermos uma amizade colorida, sem nenhuma relação sentimental e pronto! Mas a partir daí começamos a discutir sobre os acontecimentos, ele sempre colocando à prova a minha capacidade de ser fiel. Fiquei triste mas deixei para ele bem claro que se eu tinha algum tipo de esperança eu sabia que não daria certo, e que ele não se preocupasse porque se ele me visse chorando, ia passar mais cedo ou mais tarde.
Depois de falarmos sobre isso ele foi tomar banho e eu fiquei no computador, quando ele saiu do banheiro me chamou e disse para eu aproveitar ele, quando cheguei ao quarto era só uma brincadeira, até ele vir à sala e me pegar pela mão, eu não estava entendendo nada e achei que fosse mais uma brincadeira dele, mas não era. Ele deitou na cama, tirou a toalha e me convidou. Perguntei se era sério o que ele estava falando e assim que ele confirmou não contei dois tempos e fui para cima dele.
Tivemos um momento intenso de amor, eu estava tão ofegante por matar a saudade dele. Beijei, acariciei, cheirei seu corpo e tudo mais quanto pude. Depois do nosso "envolvimento" eu não quis saber e nem perguntei como a gente ficaria depois, prefiro deixar que as coisas sigam, porém, a minha postura adotada eu já tenho: vou me manter fiel, não só a ele, mas ao meu sentimento. Ele deixou claro depois que me beijou "nunca mais faça nada que você vá se arrepender" e eu entendi aquilo como um recado. Pois bem, vamos aguardar ver no que vai dar, mas não quero encarar isso como um retorno, ou de forma esperançosa... vou simplesmente viver e aguardar...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Então eu Contei...

Olá pessoal, quem leu minha última postagem falando sobre A Certeza Incerta, pode ver como eu me senti depois que tudo chegou ao fim com o cara que eu estava ficando e por quem me apaixonei totalmente. Para ser sincero, eu nunca tinha tomado tantas atitudes que para mim soam como extremas com ninguém antes, até mesmo porque meu foco com as pessoas sempre foi transar e pronto. Só tinha tido dois relacionamentos sérios que não deram certo mas que também não me causaram tanto dano e sofrimento como este que nem chegou a ser oficial.
Bem, mas o caso é que depois de ter olhado o celular dele, eu no momento foi como uma droga, me senti aliviado, mas depois veio o sentimento de culpa o qual eu não queria ficar carregando comigo. Mandei para ele uma mensagem dizendo que queria conversar muito com ele e combinei de ir em sua casa depois que saísse do trabalho.
Quando eu cheguei lá, por volta das 18:50, ele me disse que tinha esquecido que eu ia lá e teve que desmarcar um encontro com uma mulher, ouvir aquilo para mim foi um total banho de água fria e aumentou o meu estado melancólico. Eu sentia como se tivesse outra pessoa ali, mas preferi não sair procurando ninguém,
Sentamos no sofá e ele se pôs a me ouvir, eu pedi a ele que não comentasse nada depois e que me desculpasse pelo que eu tinha feito e comecei a contar que no dia em que fui dormir na sua casa, durante a madrugada levantei e ao ver o celular não resisti e comecei a ler as conversas, tinha visto tudo, absolutamente tudo e naquele momento tinha me sentido um tanto quanto triste e aliviado por saber que ele também não era fiel a mim como ficava me cobrando.
Depois que terminei de falar ele disse que o fato de eu me sentir menos culpado não mudava em nada o erro que eu tinha cometido e que ele tinha confiado em mim e que por duas vezes eu o tinha traído, que nunca tinha me prometido nada, que sempre deixou claro que desde o primeiro dia quando a gente ficou que não queria magoar ninguém. Suas palavras começaram a soar para mim com tanto peso, que eu não resisti e comecei a chorar. Tentava falar mas não conseguia, ele disse para eu parar, que não havia motivo, mas era algo tão mais forte do que eu que ficou incontrolável. chorei muito naquele dia. Disse a ele que estava chorando não pelo que eu tinha feito ou pelo que estava ouvindo, mas porque eu estava perdendo o homem da minha vida, porque sabia que não ia mais ter seu cheiro, seu beijo e seu corpo e que para mim aquilo estava sendo muito difícil amar alguém de tal forma e por causa de seus próprios atos ver essa pessoa escapar pelas mãos. 
Pensar aquilo era um tomento para mim, uma dor enorme, uma ferida que não cicatriza. Nossa, como isso é tão ruim... desde que tivemos a primeira briga encaminhando para o fim de tudo que eu peço diariamente a Deus que coloque alguém no caminho dele, porque só assim eu saberei que não terei nenhuma chance mais e vou procurar esquecer de vez este sentimento que como uma navalha afiada corta a minha carne lentamente. Era como se tivesse tirado um pedaço de mim e ele em todo o tempo dizendo que não ia mudar nada entre nós, que a gente continuaria sendo amigos e que ele ainda ia me ajudar a escolher os meus namorados. Só de lembrar desse dia, ou melhor, daquela noite meus olhos ainda enchem de lágrimas...


domingo, 26 de outubro de 2014

A Certeza Incerta...

Bom dia a todos. Estou fazendo esta postagem para compartilhar com vocês uma certeza – mas que ainda não é 100% certa – que tive hoje em minha vida: que não há volta para nós dois. Eu vim pegar um livro que ele me fez o favor de pegar na mão de uma ex-colega de trabalho e aproveitei para “dormir” aqui. Para mim seria uma espécie de teste final para saber realmente como seria o nosso futuro.
Enquanto estava no caminho, imaginei uma série de coisas: ele tendo chamado outra pessoa para me provar, ou ter trazido o filho dele aqui para não dar a chance de nada acontecer entre nós, ou ele ter se redimido e preparado uma surpresa, ou que a gente teria uma noite de amor reconciliador. Mas nada disso aconteceu!
Logo que cheguei ficamos conversando na cozinha enquanto ele lavava os pratos e limpava algumas coisas. Fiquei profundamente abalado – mas tentei ao máximo não demonstrar – ao saber que ele dormiu fora, e pior ainda, que tinha transado com outra pessoa. Aquilo foi um banho de água fria para mim; depois ele me contou que participou de um processo seletivo  que lá conheceu um cara com quem trocou telefone – talvez este seja o novo ou mais um romance da vida dele.
Em algum momento eu realmente achei que algo ainda fosse acontecer naquela noite longa, e que eu me entregaria aos seus braços me declarando totalmente a ele e me dispondo a nunca mais ter nada com ninguém em troca do seu amor. Foi tudo mera ilusão, ele não me queria mais.
Depois do café fiquei um tempo na sala vendo televisão com ele e depois fui dormir, mas não consegui. O sono bendito não foi embora e não queria voltar de jeito nenhum. Rolei na cama de um lado para o outro enquanto ouvia o som do zap zap dele na madrugada. Em determinados momentos não aguentei ao lembrar o que vivemos e o quanto poderíamos ter vivido que eu deixei escapar pelas mãos. Chorei muito, mas silenciosamente para que ele não ouvisse. Ao lembrar dele dizendo que tinha ido transar com outra pessoa, meu coração apertou mais ainda porque imaginei suas mãos, seus lábios e seu corpo em outra pessoa e não em mim.
Mas enfim, quando ele foi dormir, cada um estava deitado nos extremos da cama e o meio livre. Eu não estava acostumado com aquilo e por isso não consegui dormir. Por volta das 2h34min. Eu levantei e fiquei na sala, fui à janela, sentei no sofá até que vi o celular dele e a tentação bateu; como eu sabia a senha peguei o aparelho e fiquei olhando seu zap zap e todas as suas conversas.
Para minha decepção, descobri que o homem que tanto cobrava verdade e fidelidade de mim não agia da mesma forma. Tinha várias conversas com outros homens com quem ele dizia sentir saudades, que mandavam fotos pelados, pessoas que ele conhecia na internet, e tudo isso durante o tempo em que “a gente estava juntos”. De certa maneira fiquei confuso e desnorteado, mas também fiquei com a mente limpa porque ele só exigia de mim e o que não fazia, então não valia a pena nutrir um amor por uma pessoa dessas, não valia a pena as lágrimas que derramei e também não valia a pena os sonhos que tive de um dia ficarmos juntos perante toda a sociedade.
Percebi que para ele realmente eu era só mais um entre os vários caras com quem ele tanto teclava. E eu me preservado por ele, lembrei-me dos convites para transar com pessoas que tanto me quiseram e eu neguei. Mas tudo bem, não me arrependo, o que aconteceu já foi e não pode voltar. Tenho agora é que seguir adiante pedindo a Deus forças para tirar esse sentimento do meu peito.
Pela manhã, quando acordamos, eu tive tanta vontade de abraçar, beijar, me entregar a ele, mas quando pedi que me abraçasse na cama ele negou. Na verdade entendi que ele tinha armado tudo o que aconteceu na postagem Então Acabou porque ele só queria se livrar de mim, não é que ele sentia algo por mim como eu pensava, é que ele tinha outras pessoas para curtir e eu estava atrapalhando, e a única maneira para eu não ficar mais com ele era forjando toda uma cena de ciúmes onde eu sairia como o bandido que o traiu ficando com outro cara. Não aguentei esperar até chegar em casa, e ainda aqui da casa dele decidi fazer está postagem pra não ficar engasgado...

domingo, 19 de outubro de 2014

Então Acabou

Há um mês mais ou menos eu fiz uma postagem em comemoração aos seis meses em que eu estava ficando com um cara, A gente estava aproveitando muito o momento, quer dizer, aproveitando ao menos o que podíamos. Mas enfim, na terça-feira tudo mudou repentinamente. Na verdade tudo começou no sábado quando a gente tinha marcado de ir assistir a um filme, eu cheguei no shopping e fui direto para uma fila infernal comprar os ingressos, quando eu seria o próximo a ser atendido depois de mais de uma hora esperando, ele chegou e disse que não queria assistir ao filme porque não daria tempo já que ele ainda tinha outras coisas que queria fazer. Fiquei bastante chateado e a gente discutiu muito. 
Depois, na fatídica terça-feira, ele me encontrou para me dar meu comprovante de matrícula de tinha ficado com ele e começou a me questionar sobre eu convidar pessoas para transar em casa. Eu disse que não tinha motivo para mentir mas queria saber exatamente o que tinham lhe contado. Vendo que eu não ia falar nada, ele me disse que em uma conversa informal com um colega nosso - que ele sabe que a gente já tinha ficado - havia comentado que eu tinha convidado ele para vir em minha casa. Eu disse que o rapaz quem se ofereceu, contei como foi a conversa e ele supôs que a gente ia transar. Aí eu falei "sei lá, pra conversar e fazer sexo talvez". Não importasse o que eu dissesse, ele só acreditaria no que quisesse.
Pois bem, naquele dia mandei várias mensagens para ele via zap zap e ele não respondeu, quando decidiu responder tivemos a seguinte conversa: 

EU: Você tem que parar de supor que meus amigos são só pra sexo.
ELE: Pare de ser hipócrita!
EU: Sabia que você tinha ficado inchado... é uma pena que você só acredite no que quer.
ELE: Santo do pau oco.
EU: Nunca disse ser santo. Você que sempre fala isso. Mas você só ver sexo nas minhas relações. Acha que todo homem vou sair por aí transando e não é assim... gosto muito, mas também não dessa forma. Sei ter amigos também. Mas como disse meu pretinho, não tenho mais a missão de fazer você acreditar... porque você só acredita nos outros. Se alguém disser alguma coisa de mim você vai acreditar... mas se eu disser a verdade que for você vai continuar acreditando na mentira....
ELE: Pare, você é como qualquer outro viado que conheço e achei que era diferente. Ainda tem coragem de dizer que ama alguém, você é só mais um.
EU: O que sinto por você é isso mesmo e não muda nada mesmo com suas ofensas. Só que você não pode me cobrar fidelidade se não me chama para algo sério... você sabe que me tem total e completamente com apenas uma palavra. Mas me deixa escapar pelas mãos... Talvez você tenha razão, eu não sirvo para você...
ELE: Que mão seu panaca, eu estou falando das suas mentiras. Quem ama não trai, não mente.
EU: Acho que algum dia até pensei isso. Mas sem hipocrisia, você merece mais. Não te trai e nem menti... não tenho culpa que você só quer que eu repita o que os outros disseram...
ELE: Nunca serviu uma pessoa que mente e fala palavras bonitas e depois chama o outro para foder, eu sou muito mais que isso. Só em pensar que pensei na possibilidade de ficar com você estou com nojo de mim.
EU: Não credito que você está dizendo isso!
ELE: Tô falando isso mesmo! Tolero tudo menos mentiras e te falei isso. Te considero para caralho mas minha vontade é de te dar um monte de murro.
EU: Hummm... tudo bem. Já que não sirvo para você, caso ainda queira, a única coisa que acho que ainda tenho para te oferecer é a amizade...

A partir daí finalizamos a conversa. Fiquei muito triste e me senti a pior pessoa no mundo, totalmente nojento e desprezível. Fui ao cinema para espairecer e depois para casa. 
No sábado, fui na casa dele pegar algumas coisas que tinha ficado lá com a mente em nunca mais pisar lá novamente. Quando chego na casa dele quem estava lá era justamente o nosso colega em comum que tinha dormido lá. Fiquei totalmente sem reação. No começo eles disseram que estavam juntos, depois falaram que foi brincadeira que esse colega só dormiu lá para ele ficar com o namoradinho. Àquela altura não me interessava, eu só queria pegar as minhas coisas e ir pra casa.
Eles não deixaram, insistiram, esconderam as chaves, não queriam me dar minhas coisas e tal. Depois ele saiu para comprar algumas coisas e nos deixou lá. Esse colega se atirou em cima de mim, querendo transar comigo a qualquer custo e apelou de todas as formas possíveis. Eu estava sem jeito e sem vontade. Fomos para cama e ficamos conversando, ele foi apelando e eu claramente me saindo dizendo que não queria. Teve um único momento em que ele me beijou e eu - sem vontade - retribui. Foi o momento em que Lázaro chegou. Depois ele me chamou em particular e disse que estava realizado porque o plano dele tinha dado certo. Ele queria me provar o quanto sou mau caráter, mentiroso e traidor. Naquele momento eu sabia que estava perdendo de vez o homem da minha vida. Fui para casa sem olhar para trás e na manhã de hoje lá novamente, dessa vez eu estava com o coração puro e limpo, Não sentia raiva, apenas um pouco de tristeza - claro, ninguém fica alegre em perder alguém que ama - e lamento. Falei com ele tudo o que sentia, o que pensava, pedi desculpas e perdão por toda a situação em que chegamos; depois ele falou também e eu repliquei algumas coisas. Mas no final das contas foi decidido que não mais teremos nenhum tipo de relação sexual, Isso me deixou triste porque amo muito aquele cara, mas não sei como me sentiria indo para a cama com ele depois de tantas ofensas. A única coisa que sobrou entre nós foi a amizade, que da minha parte não será fácil, vai demorar e tenho apenas como medo minha reação quando o vir com alguém, sei que isso não vai demorar em acontecer porque ele é um homem bonito, inteligente, esperto e livre, não vai querer ficar solteiro, sem ninguém. Espero ter maturidade o suficiente para aguentar isso...

domingo, 10 de agosto de 2014

De Orgulho a Vergonha: Assumindo a Homossexualidade Parte I

Olá pessoal, estou há algum tempo sem postar nada no blog mas foi porque estava - e ainda estou - com problemas na minha internet. Decidi aproveitar o pequeno momento em que consegui me conectar para contar-lhes, ou melhor, desabafar sobre um momento muito importante na minha vida, quando decidi abrir o jogo e viver minha vida como gay!

Na verdade, ultimamente eu estava muito nervoso, muito tenso e bastante estressado por causa de toda essa pressão em ser gay e viver escondendo de tudo e de todos. Para muita gente, é fácil lidar com isso e viver essa duplicidade por toda a vida, mas para mim não. Apesar de achar que vivi tempo demais "dentro do armário", já estava me sentindo sufocado e nem conseguia conversar com as pessoas de forma natural, o teatro já não estava mais dando certo e tudo o que eu queria era poder respirar, não ter mais o peso de uma vida oculta nas minhas costas.
Na última quinta-feira, convidei um grande amigo para almoçarmos juntos e eu desabafar com ele, mas não deu certo, ele apareceu acompanhado de uma colega nossa de trabalho e acabei me irritando bastante, o que ficou visível para ambos. Quando saímos do restaurante, ela voltou para o trabalho e nós passamos no mercado, eu disse a ele que estava precisando tanto de alguém para conversar e ele além de demorar me aparecia acompanhado. Depois, no trabalho, ele me deu a chave da sua casa antes de sair e eu fui para lá quando terminei meu expediente.
Quando ele chegou nós ficamos conversando, pude falar para ele o que estava sentindo e que estava com muito medo. Minha mãe é evangélica, daquelas que busca muito a Deus e procura combater o pecado com toda a força e veemência. Eu estava apavorado sem saber o que poderia me acontecer assim que eu contasse para ela, mas ele me acalmou, me aconselhou bastante e disse que caso fosse preciso, sua casa estaria aberta para mim.
No dia seguinte fui para casa, cada passo, cada minuto, cada segundo era muito angustiante! Meu coração palpitava bastante, era quase visível ele pulsando no meu peito. Fiquei na sala vendo TV enquanto ela estava deitada. Assim que levantou eu entrei em desespero interno, cheio de medo. Ela foi para o banheiro, me pediu para comprar ração - o que fiz como meio de fuga daquela situação que eu iria causar - e logo que voltei ela estava no telefone e limpando o quintal. Sentei no sofá, como não conseguia me concentrar em mais nada, desliguei a televisão e continuei ali até que ela entrasse e eu tomasse coragem.
Quando minha mãe entrou, ficou na cozinha por alguns minutos colocando seu café, quando ela chegou na sala com a xícara na mão e antes que pudesse falar qualquer coisa eu disse:

- Ah, deixa eu falar uma coisa com a senhora (estava tremendo e nessas horas não sei porque mas as palavras costumam fugir e todo o discurso anteriormente ensaiado não serve mais para nada).
- Sim.. (disse ela).
- Eu quero dizer a senhora que sou gay, e que a partir de hoje vou viver minha vida, sem ter que ficar escondendo nada de ninguém (falei com os olhos lacrimejando)

Minha mãe olhando para mim, com a mesma naturalidade que estava - acredito que deva ter sido pelo choque da notícia - começou a me repreender como se eu estivesse com uma legião de demônio no corpo. Ela falava "está repreendido em nome de Jesus, todo espírito maligno, eu não aceito isso na minha casa nem em qualquer lugar, Deus não te salvou para você ser gay, você é servo de Deus e macho e não homossexual", etc. Ela repreendeu assim por uns três minutos e ainda colocou a mão sobre minha cabeça para tirar o demônio do meu corpo. Confesso a vocês que não é nada fácil! Eu fiquei calado para não piorar a situação e ela pensar que eu estava manifestado, mas não via a hora daquela sessão terminar.

Depois disso ela também não falou mais nada sobre, acredito que para ela, eu deva estar agora liberto - eu também acredito assim porque agora posso ser eu mesmo, estou liberto da opressão social e religiosa - mas sei que ainda não é o fim. Alguma coisa ainda ela deve fazer e falar, principalmente quando surgir a oportunidade de eu sair, mas sabe, o fato de ter falado me deixa mais aliviado, mas ainda falta a igreja e os amigos. Hoje me sinto desconfortável porque ainda há certo clima de estranhismo, tanto dela por não aceitar porém, nada falar; e da minha parte pelo fato de ela saber, e como eu disse no início, ela vai combater esse "pecado" da minha vida, e ainda não é o fim...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Um Carinho, Um Beijo, Um Abraço e Outras Coisinhas Mais...

Olá pessoal, há algum tempo eu não escrevo nada no blog  sobre mim, mas ultimamente - sei que já devem estar cansados de minhas desculpas, mas... - tenho estado trabalhando em dois lugares, saio de manhã e só chego à noite muito cansado. Mas há alguns dias algo tem me acontecido que é digno de ser postado:
Dias atrás me aproximei de uma pessoa do meu local de trabalho, no início eu não gostava dele, mas depois comecei aconhecê-lo melhor e a perceber nele uma pessoa incrível! O cara é aquele tipo de homem que toda mulher gostaria de ter porque é um negro alto, lindo, sem frescuras, enfim, o homem ideal com perspectivas de vida, pensa em casamento, sabe cozinhar e vive sozinho. Começamos a tomar café juntos e a cada dia conversar mais, decidi então que não me reservaria em conversar com ele já que tinha contado a origem da aliança que ganhei e ele se mostrou natural ao fato de eu ser gay.
Como ele mora perto da minha casa, marcamos um dia em caminhar juntos, porém, neste dia acordei mais tarde que o combinado, mas mesmo assim liguei para ele e pedi que viesse. Quando ele chegou ficamos no sofá da sala conversando sobre várias coisas e em determinado momento em nossa conversa ele me perguntou quem eu pegaria no trabalho, respondi e depois fiz a mesma pergunta. Ele me falou o nome de quatro pessoas, duas mulheres e dois homens, dentre estes dois homens um dos nomes foi o meu. Confesso que fiquei um tanto quanto surpreso porque não tinha tido nenhum tipo de interesse sexual por ele e porque um "cabra macho" daqueles jamais pensei que se interessaria por mim.
Naquele dia ele foi embora e nada aconteceu, continuei pensando em tudo o que ele tinha me dito e bola pra frente. Uma semana depois no trabalho ele me perguntou que dia a gente ia se ver, naquele momento ele deixou claro o que queria e fiquei mais surpreso ainda surpreso, sem falar da vergonha que estava sentindo. Nossa, eu parecia um garoto de 15 anos no primeiro namoro! Combinei de ele ir em minha casa no sábado pela manhã.
Gente, neste dia quando ele chegou eu ainda não estava acreditando. Ele sentou-se de um lado e eu do outro do sofá, nunca tinha visto aquele cara tão sem jeito, então decidi tomar a iniciativa, afinal de contas, não poderia deixar aquele cara ir embora se  nada acontecer entre nós. Comecei a fazer a ele algumas perguntas para saber suas preferências, depois ele pediu uma toalha e foi tomar banho, quando o vi só de cueca fiquei encantado. Ele deitou-se na cama e eu deitei ao seu lado. Naquele momento quando ele me beijou senti uma forte conexão com ele, me senti fora de mim e ali nos amamos! Depois que ele foi embora não nos falamos mais e só nos vimos na segunda-feira, pensei que ele mudaria mas estava o mesmo, como se nada tivesse acontecido e foi melhor assim.
Quinze dias depois, em um domingo estávamos juntos em um almoço com colegas de trabalho e passamos uma tarde bem divertida. Quando fomos para casa pegamos o mesmo ônibus - até mesmo porque o que serve para um serve para o outro - então descemos em um ponto que fica no meio dos caminhos de nossas casas, e prontamente o convidei para vir à minha casa.
Ele deitou no sofá e eu sobre ele e ficamos assistindo um pouco de TV. Achei aquilo tão lindo, e me senti tão protegido ao seu lado. Ele, aquele homenzarrão com jeito de porraloca mostrando-se tão carinhoso e amável, me beijava com amor e às vezes com veemência. O toque, o cheiro, o carinho que ele fazia e eu retribuía fazia a gente parecer um casal totalmente apaixonados. Na cama, eu me dei totalmente para ele e ele para mm, falávamos coisas românticas e eróticas. Quando ele foi para a casa, nos despedimos com um beijo de namorados.
Eu sei que estamos apenas curtindo o momento, não há relacionamento sério entre a gente, apenas curtição. Mas aproveitamos tanto o momento que vivemos a intensidade. Um homem daquele por quem me apaixono diariamente, se mostra carinhoso comigo o tempo todo, se ele quisesse eu casaria, por ele sim eu seria capaz de viver o resto da minha vida. Hoje conversamos por meia hora à noite, adorei esse momento porque não nos falta assunto, mas por enquanto a única coisa que quero é estar com ele o maior tempo possível.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Como foi Minha Vidara de Ano

Olá galera, esta é a primeira postagem que faço para o ano de 2014, porém, não é a que eu gostaria de escrever, mas como diz um colega meu: "é o que temos para hoje"! Bem, talvez muitos de vocês tenham tido uma virada de ano fabulosa e cheia de histórias alucinantes para contar - caso alguém queira nos contar, fique à vontade - mas no meu caso foi bastante diferente.
Desde o final da semana passada eu estava planejando uma série de coisas e lugares para fazer no reveillon a fim de ter uma "virada radical", mas como geralmente acontece na minha vida, acaba tudo ficando na mesma! Não sei o que acontece comigo porque os planos sempre são bons, mas no fundo não tenho coragem para realizá-los ou não tenho com quem fazê-lo, gostaria de estabelecer um limite entre minha "vidinha" pacata e uma vida cheia de emoções, mas isto é mais difícil do que eu imaginei.
Até ontem, até o último momento fiquei à espera de alguém que viesse me arrebatar do marasmo no qual estava predestinado a cair, mas nenhum super-herói veio me salvar! Fui me arrumar lentamente como quem vai para a forca e depois fui para a igreja. Não que a igreja seja um lugar ruim, muito pelo contrário, o que quero dizer é que queria estar em outro lugar naquele momento porque sempre rompo ano na igreja e estava a fim de novas experiências que não me vieram.
Desta vez, nem meus amigos estavam lá, somente eu e eu só! Mas no geral foi bom porque pude pedir a Deus direção para este ano que começa e agradecer pelas grandes conquistas que obtive em 2013, que para mim, foi o melhor ano da minha vida. Após a virada, cantamos, nos abraçamos e depois de alguns minutos eu voltei para casa, minha ceia foi uma xícara de café com alguns biscoitos, minha companhia foi a TV que ficou comigo até a hora em que caí no sono.
O dia começou como quem não quer nada, como se fosse outro qualquer - o que de fato é uma verdade - mas não teve aquela cara de feriado, isso não tem problemas, após esta postagem, vou à casa de minha tia, como faço todo primeiro do ano, e já é quase uma tradição há alguns anos. Vou comer, beber, voltar, postar nas redes sociais as fotos e continuar o curto ciclo da minha vida. Meu consolo para esta manhã foi a postagem FeLiZ AnO NoVo... que me deu inspiração e forças para acreditar que posso fazer deste ano, um ano verdadeiramente NOVO!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Andando em Laberinto

No sábado 21/12 eu fui trabalhar e depois da minha jornada, fiquei na sala conversando com outro colega. Esse colega, desde que mudou de turno aos poucos foi ganhando minha amizade e passamos a conversar bastante. Quando eu ganhei a aliança a postagem Um Presente Especial (Un Regalo Speciale), todos no setor onde trabalho ficaram muito curiosos para saber se eu tinha noivado e não avisei a ninguém, porém, como ganhei de um homem e ninguém ali sabe da minha condição, mantive a origem do anel em segredo. Decidi apenas contar para ele porque o percebi uma pessoa sincera e autentica, em quem se pode confiar, e a partir daquele momento nos tornamos mais próximos.
Aí, voltando ao sábado de referência, começamos a falar sobre religião e ele me trazia seu ponto de vista sobre a questão da "exclusão" das atividades de um membro da igreja que confessasse estar fazendo algo de errado, apesar de discordar em parte com ele, ele focou exclusivamente no preconceito que esse tipo de ação produz. Falamos sobre isso e a questão de que ninguém pode julgar ao outro porque somente a Deus é atribuída esta responsabilidade e que cada um de nós prestaremos contas a Ele.
Depois que fui pra casa comecei a refletir sobre aquilo tudo que falamos. Concordo que ele tem razão, mas fiquei pensando com relação à justiça divina e minha condição atual, será que haverá justiça para mim? Perguntei-me em determinado momento. Será que Deus me condenará? Fiquei com estas dúvidas na mente e totalmente angustiado. Na terça-feira - 24/12/2013 - eu fui para o trabalho e conversei um pouco com ele, falei sobre a nossa última conversa e como aquilo tinha me deixado completamente confuso.
Perguntei a ele se ele acreditava na justiça de Deus, e depois que ele explicou que sim, que cada um dará conta devido às suas obras, eu disse a ele "eu não sei se haverá justiça de Deus para mim, porque nunca pedi nada disso a Deus, não pedi para ele que acontecesse comigo e sei que não estou com um diabo pronto a se manifestar em minha vida". Ele disse que na verdade o que eu preciso fazer é tomar uma decisão em minha vida e começar a viver, escolher um caminho e segui-lo, mesmo eu contestando que uma escolha feita não tem como ficar mudando toda hora e que isso acarreta grandes impactos para minha vida como a perda de amigos e de tudo o que já conquistei, sem falar na vergonha e decepção familiar.
Prontamente ele me respondeu que se estas pessoas realmente forem meus amigos eles estarão ao meu lado, podem até não concordar com o que eu escolher para viver, mas continuarão sendo meus amigos e se vierem a me deixar, não vale a pena viver por eles. Ele também falou que não posso continuar vivendo na expectativa dos outros, ou seja, querer carregar as responsabilidades sobre mim, tenho que viver a minha vida, até mesmo porque ninguém pagará as minhas contas, mas ainda assim não é uma decisão fácil. Ele me disse que o que estiver nos planos de Deus para minha vida vai se cumprir de uma maneira ou de outra.
Bem, aquela conversa toda que tivemos foi muito boa para mim, não para resolver o meu problema que ainda não sei como criar forças e coragem para dar um basta de vez, mas sim para eu me sentir melhor comigo mesmo porque estava se sentindo sufocado, sabe, é complicado você querer desabafas com as pessoas e não ter alguém que te ouça e que te compreenda, não quero reprovação ou aceitação das pessoas, quero apenas compreensão e acho que ao menos nesse amigo - acredito que já posso assim chamá-lo - eu encontrei!

sábado, 14 de dezembro de 2013

Um Presente Especial (Un Regalo Speciale)

Olá galera, sei que estou muuuuuuuito ausente do blog com postagens pessoais, mas nos últimos meses tenho feito algumas atividades e isso tem tomado parte do meu tempo. Às vezes chego em casa tão cansado que nem mesmo o notbook consigo ligar, deito no sofá para assistir a algum filme e acabo dormindo ali mesmo. Hoje, decidi que de uma forma ou de outra teria que fazer essa postagem de grande significância para mim.
Há algumas semanas o italiano voltou ao Brasil, desta vez, ele está no apartamento muito lindo que comprou em uma área valorizada na cidade. Eram quase 22:30 quando recebi uma ligação, ao responder, era o rapaz que geralmente o acompanha quando ele está aqui em Salvador. Esse rapaz me disse que ele tinha chegado há duas semanas e estava querendo me ver. Por estar livre e desimpedido, marquei de nos encontrarmos na sexta-feira.
No dia marcado, eu fui ao endereço que ele tinha me dado, um prédio enorme e muito luxuoso, cheio de coisas, decks, piscinas, academia, salão de festas, etc... Ele  - o italiano - estava me esperando na portaria, e quando me viu, pude ver no brilho dos seus olhos a alegria de estar me vendo depois de um ano! Contivemos nossas emoções e guardamos para quando entrássemos no apartamento. Nossa, que vista linda tinha! Ele escolheu um ponto estratégico que dá pra ver quase toda a cidade. Quando entramos, nos abraçamos, nos beijamos, sentimos o cheiro um do outro, nos tocamos e nos olhamos para reparar no que o outro tinha mudado.
Passamos a tarde toda juntos. Deitados na cama do seu quarto, ele foi na sua mala e pegou algo para mim, quando vi aquela aliança linda de com dois fios de ouro dourado e um de ouro branco fiquei até emocionado.
Ele disse que nunca me esqueceu, e quando estava na Itália, sempre lembrava de mim, não vendo a hora de voltar e me ver. Na verdade, eu fiquei sem palavras... ele disse que o presente não era um pedido de relacionamento sério - ele se considera muito velho e não quer me prender - era apenas para que lembrasse dele assim como ele sempre lembra de mim. O anel tem um brilho reluzente, é tão lindo que sempre olho para ele. Acho que não teria condições de comprar um tão cedo com o salário que ganho, pois tinha até etiqueta, da qual não consegui ver a marca, mas era internacional.
Depois desse dia, apenas o vi mais duas vezes. Fico meio sem jeito de ligar para ele e ficar indo lá, por isso, sempre espero que ele me ligue ou queira me ver, para não ficar parecendo que estou me aproveitando dele ou querendo tirar algo dele, até mesmo porque as pessoas sabem que ele não é brasileiro e vê-lo com um negro brasileiro vão pensar logo que sou garoto de programa. Eu gosto dele de verdade, não é amor mas uma afeição muito boa pelo carinho e cuidado que ele demonstra sempre para comigo. Nestes dois dias que nos vimos, ele me levou a um restaurante no shopping próximo ao prédio, e a uma cafeteria muito boa também no shopping, ele também me deu uma camiseta linda, mas eu não gosto de ficar recebendo presentes, sinto-me como se fosse uma espécie de pagamento por estar ao seu lado. Ele me disse que depois que a casa estiver toda organizada, ele quer que eu passe uma noite com ele, isso não será fácil para mim, mas diante do que tenho recebido e de como sou tratado, fica meio difícil recusar tal pedido para quem não mede esforços por mim.

sábado, 28 de setembro de 2013

A Esperança Renasce

Olá amiguinhos, tudo bem como vocês? Na última sexta-feira - dia 27/09/2013 - eu estava decidido a não falar mais com o rapaz da postagem anterior Não Sei o Que Aconteceu, pensei em excluí-los da minha página de relacionamentos da internet e apagar seu número de minha lista telefônica se ele não falasse comigo. Apesar de gostar muito dele e estar sofrendo com toda a situação, não daria para ficar vivendo como um cão que apanha, apanha e ainda vai atrás do dono, ou ele falava comigo até ontem, ou eu ia tirá-lo de minha vida de uma vez por todas.

Quando cheguei no trabalho, eu não falei com ele durante momento nenhum, nem sequer o olhei quando passava por ele, procurei seguir a minha rotina do dia sem pensar nele, apesar de ser que não foi fácil, eu tinha que ser forte, se ele me dava desprezo, eu retribuiria com a mesma moeda, mesmo eu tendo dito a ele por SMS que se ele não quisesse falar comigo ao menos eu o cumprimentaria sempre que o visse.
Na hora do nosso almoço, como sempre eu saí uns minutos mais cedo que ele, mas devido a alguns entraves, acabei chegando no refeitório depois dele. Coloquei minhas coisas em uma mesa e fui esquentar o almoço, enquanto eu aguardava, fiquei olhando onde ele iria sentar para sentar também. Logo que cheguei à mesa onde ele estava, percebi seu desconforto, tinha apenas uma garota ali que logo saiu porque seu horário já estava terminando e por fim ficamos nós dois. Ele me disse "você sabe muito bem porque estou assim com você".
EU: Se soubesse não estaria te perguntando.
Ele falou que ficou muito chateado porque combinamos de sair na segunda-feira e eu o deixei esperando até às 15h fazendo-o perder tempo, coisa que ele odeia. Falei que tinha mandado mensagem avisando do imprevisto e também que fui no ponto ver se o encontrava, como não o tinha visto, acabei seguindo meu caminho. Mas fiquei alegre quando ele disse que sabe perdoar e foi aí que percebi o que o que tinha acontecido já não mais importava e a partir dali a gente seguiria em frente. Ele começou a falar que não queria ficar sozinho em casa, que talvez fosse ao shopping, etc. Na verdade ele queria mesmo era que eu o chamasse para ir em algum lugar, confesso ter ficado bastante sentido porque eu tinha um compromisso muito importante à noite do qual não dava para faltar, por isso não o chamei para ir ao cinema nem me ofereci para passear no shopping.
Mas fiquei feliz em termos feito as pazes, não dava para viver naquela inimizade chata, eu pude pedir perdão a ele e refletir sobre minhas ações, preciso me atentar mais para o que faço e os compromissos que firmo, a fim de não desapontar aos outros. Acompanhe os próximos capítulos...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Não Sei o Que Aconteceu...

Olá galera do blog, depois de muito tempo - e muito tempo mesmo - volto a escrever no meu querido blog. Na verdade eu estive com problemas no meu computador e também estava voltado para algumas atividades que me deixaram pra lá de sobrecarregado, mas agora já estou mais livre e posso postar novamente. Encontro nas palavras, a fuga para os meus problemas, um esconderijo onde ninguém vai me encontrar, somente aqueles que podem compreender a complexidade das dificuldades humanas.
Mas o meu objetivo é falar sobre algo que me ocorreu nos últimos dias: depois de uns meses, logo após a volta da viagem no São João, eu comecei a me aproximar de um rapaz da empresa. No começo a gente ficou trocando olhares e mais olhares, certo dia, estávamos sentados na mesma mesa no horário de almoço e ele pediu o meu telefone para "dar um toque para um amigo", como o tal amigo não atendeu, ele me devolveu o aparelho. Gravei aquele número na tentativa de ter algum contato com ele e sempre enviava mensagens sobre amizade e auto-ajuda.
Com o passar dos dias, começamos a nos falar mais e mais, e percebi que ele também estava a fim, foi aí que em um dia saímos para o shopping, ele me chamou para ir pagar uma conta e depois o chamei para ficarmos conversando um pouco, passamos umas 2 horas ou mais ali na praça do cinema do shopping. Eu me abri para ele e ele falou muitas coisas para mim, o que me fez perceber que aquele cara era muito bom e inteligente, o tipo que me agradava. Apesar de estar muito a fim dele, preferi sondar bastante o terreno para não pisar em chão instável.
Dois dias depois do nosso encontro eu disse a ele "não sei se você percebeu ou se eu deixei claro naquele dia, mas eu estou muito interessado em ficar com você". Ele ficou sem palavras, disse que a gente poderia ir conversando, avançando aos poucos. Eu estava muito tranquilo, mas com uma vontade enorme de abraçá-lo e beijá-lo intensamente, fiquei muito atraído por ele, seu jeito e seu sorriso eram como uma luz que clareava meu dia.
No último dia 13/09/2013, um sábado, eu trabalhei e ele também. Ao chegar ele estava do lado de fora esperando para dar o horário de entrar, a gente ficou conversando, e fomos a um supermercado comprar algo para tomar café. Ele me fez umas quatro perguntas que envolviam a minha vida sexual e minha sexualidade, respondi sem nenhuma indiferença e acho que ele ficou um tanto quanto impressionado. Marcamos de ir para algum lugar quando a gente saísse do trabalho.
Para minha alegria, eu descobri que ficaria sozinho em casa naquele dia, então logo pensei em levá-lo para casa, já que ele tinha demonstrado algumas vezes o desejo de vir conhecer aqui. Quando saímos eu disse que ele ia pra minha casa, no começo ficou meio com o pé atrás, mas depois ele concordou! Quando chegamos, ele ficou muito tímido, o que me fez perceber que aquele cara que tanto me demonstrava ser um homem de ferro, sem sentimentos sublimes, na verdade era uma pessoa como outra qualquer.
Eu o deixei bem à vontade, não quis forçar nada até que as coisas foram acontecendo tão naturalmente, aos poucos eu fui encontrando o seu corpo e ele o meu, depois, nos unimos com por meio de um beijo caloroso, intenso e profundo. Tudo foi muito natural, sem pressão, fomos nos explorando, nos conhecendo e foi muito bom, fomos como um vulcão em erupção, o que me fez ter experiências nunca vividas anteriormente.
Depois deste dia, passamos a ficar um pouco mais juntos no trabalho, sempre que nos encontrávamos a gente sentava junto e ficava conversando, mesmo sabendo que aquilo só foi um pega, eu estava gostando e ele também e a gente tinha até planejado voltar aqui em casa na segunda-feria dia 23/06/2013, mas nesse dia como eu tinha que ajudar a minha prima, avisei a ele que sairia mais cedo para comprar o carregador do meu notebook que tinha dado defeito e depois ligaria para ele para a gente se encontrar na frente do shopping para sairmos. Mas na loja de informática não tinha o produto, tive que ir no Itaigara para comparar, fui até o ponto de ônibus ver se ele estava lá, mas como não o vi, mandei-lhe uma mensagem dizendo que teria que ir lá e não saberia a hora que voltaria - saí da loja por volta das 15:10, demorou muito lá - e fui para casa depois dali.
Desse dia em diante no dia seguinte quando cheguei à empresa, ele não eu percebi que ele estava diferente pois não falou comigo nem sequer me olhou por um momento, quando fui entrar acenei para ele e ele virou o rosto. Comecei a ficar preocupado, porque ele estava me evitando. Na hora do almoço, fui perguntar a ele se ele queria que eu esquentasse eu almoço e ele me deixou esperando quase 10 minutos para dizer que não; no refeitório ele não sentou comigo, continuou me evitando e quando fui falar com ele não olhou para mim, apenas respondeu com a cabeça baixa.
Não sei o que aconteceu, se ele ficou ferido ou magoado pelo fato de a gente não ter se encontrado na segunda ou sei lá. Liguei para ele esses dias, menos hoje, mas ele não atendeu, mandei algumas mensagens e me senti muito mal com isso. Não consigo parar de pensar nele e em como conquistar novamente o cara que por algum motivo não quer falar comigo, às vezes acho que é muita infantilidade dele me evitar sem ao menos me dizer o que houve, isso me faz ter uma ideia totalmente contrária daquele cara maduro, inteligente que ele tinha se mostrado quando o conheci. Mas em suma, por mais que eu não me prenda e estas questões, de certa forma colocamos nossas expectativas nas pessoas e eu acreditava que se não um relacionamento, ao menos uma amizade muito boa iria surgir... mas parece-me que não é isso! Às vezes também eu penso em insistir, fazer com que ele perceba o quanto ele é importante para mim, mas temo estar sendo muito invasivo e ele se afastar mais ainda, mas penso que se eu me conformar e deixar ser assim, ele, ou melhor, nós podemos nos acostumar e deixar tudo se perder. Não quero que isso aconteça, mas se ele não quiser, não vou insistir, vou deixá-lo em paz, porém, sofrendo muito com isso...

domingo, 4 de agosto de 2013

Um Pedido Inesperado

Olá amigos leitores. Essa semana me aconteceu algo que eu não esperava, ao menos de quem veio! Desde que vim morar aqui, conheço um cara que sempre quis ficar comigo, ele  é casado, ou melhor, era, pois agora está se divorciando da esposa. Na época tivemos algo rápido, mas foi o suficiente para ele ficar vidrado em mim e de lá até hoje me procurar querendo ficar comigo, mas eu sempre o rejeito pelo fato de ele não se dar totalmente a mim. O cara só quer se satisfazer e nem sequer me toca, nem me beija, nem me acaricia. Não poderia conceber algo assim!
Bem, mas o caso foi o seguinte, eu estava assistindo TV e ele me mandou uma mensagem pedindo que eu ligasse para ele porque queria conversar comigo, fiquei um tanto quanto relutante, mas acabei ligando. Ele pediu para vir aqui pois queria conversar, eu com pena, e a minha falta de coragem em dizer não, acabei consentindo.
Ele chegou depois de alguns minutos, eu fui atendê-lo e não ia deixá-lo entrar, mas quando abri o portão para eu sair, ele pensou que era para ele entrar. O jeito foi permitir e mandar ele se sentar. Ele ficou conversando comigo me dizendo que estava pagando pensão para os filhos, e que o terreno foi divido, que ele ia tomar empréstimo para fazer uma casa da qual alugaria e iria morar em
outro bairro. Uma casa pequena e barata. Foi aí que ele disse "vem morar comigo"! Eu fiquei surpreso com o convite, enquanto ele segurava a minha mão e cheirava a minha nuca. Mas resisti o suficiente para dizer que não moraria com ele, que nossos objetivos são divergentes, mas que posso sim visitá-lo sem problemas nenhum.
Seria uma loucura eu largar tudo para viver com aquele cara, se ao menos eu sentisse que ele me completa, talvez valesse a pena o esforço, mas para mim não rola! Depois ele guiou minha mão até seu pênis que estava meia bomba, mas eu não quis, disse a ele que não, não estava a fim. Depois ele ficou ali no sofá ao meu lado enquanto eu acessava a internet, por volta das 22:30 ele foi embora, depois de eu negar-lhe o pedido para dormir aqui em casa. A nossa vida é muito louca, o que a gente menos espera acaba acontecendo e aquilo que a gente gostaria que acontecesse não acontece! Assim também funciona no amor, quem eu quero não me quer e as pessoas que não quero só andam correndo atrás de mim, acho isso tudo um saco, porque nunca conseguimos ser felizes por completo. Mas espero que esta sorte esteja mudando...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Então eu FALEI!

Olá pessoas... quem leu a minha postagem anterior - Pirou minha cabeça e o coração - viu que comentei sobre um rapaz do trabalho que tem me chamado muito a atenção, estou muto atraído por ele e não sei se isso é amor ou apenas uma atração física, mas que não estava mais conseguindo guardar aquilo dentro de mim.
Hoje eu estava totalmente determinado a falar com ele que estava me sentindo atraído por ele. Fiquei em casa imaginando como abordar e como falar com ele, imaginei uma série de coisas, inclusive qual seria a sua reação ou ouvir o que eu tinha a dizer. Na verdade eu estava torcendo para não encontrá-lo, mas tinha que fazer aquilo, tinha que me liberar de um sentimento que não poderia guardar pra mim mesmo.
Como hoje o nosso setor organizou um café da manhã, a gente foi ao supermercado próximo comprar os itens que faltavam e eu torcendo para dar tempo de coincidir com o horário dele ir para o lanche. Quando voltamos, arrumamos tudo, e começamos nosso café, que por sinal foi muito divertido, eu como sempre de olho no horário até a hora de vê-lo entrar no refeitório.
Como eu estava sentado com alguns colegas em uma mesa em frente à entrada, vi quando ele chegou. Nossa, como meu coração acelerou naquele momento! Eu tinha que tomar uma atitude e falar com ele, mas não queria que o pessoal visse e desconfiasse de algo, por mais discreto que eu fosse, então, fiquei ali enrolando e fui lavar a faca, quando estava voltando, parei na mesa em que ele estava e disse:

- Bom dia gente, tudo bem? - olhei para ele e perguntei - Posso falar com você?
- Pode! - Respondeu.
- Você sai que horas do trabalho?
- Às 13h em ponto.
- Você teria ao menos uns 10 minutos quando sair?
- Sim...

Pedi para ele passar lá na sala onde fico ao sair que eu falaria. Virei e saí dali morrendo de vergonha por dentro, mas já não dava mais para amarelar, tinha que seguir o meu propósito e objetivo até o fim! Aquilo me atormentou até o fim do dia. Tivemos uma reunião da qual esperava ansiosamente que terminasse antes do horário da saída.
A nossa reunião terminou tarde, quando faltava uns três minutos para ele sair, eu fui rápido lá, passei antes no banheiro porque não aguentava mais e quando ia na sala, vi ele passando, fui até ele e o encontrei na saída.

- Você foi lá? - perguntei fingindo que não tinha visto que ele foi lá e não me achou, ou melhor, não achou ninguém porque a gente não estava lá.
- Eu fui, mas você não estava lá.
- É... a gente está em uma reunião agora. Mas vou ser direto no que quero falar: não sei se você percebeu, mas há algum tempo eu tenho observado você, me sinto interessado pela sua pessoa e só estou dizendo isso porque acho que você tenha o direito de saber. Não que eu tenha alguma expectativa ou queria algo de você, mas acho que a pessoa tem o direito de saber o que sentimos por ela.
- Na verdade eu não percebi nada, eu desconfiava... mas eu estou namorando no momento...
- Eu imaginei isso, não me pergunte como, mas eu percebi. Mas fique tranquilo, o meu objetivo não era isso, só mesmo te contar, entendeu? E espero que você tenha gostado das cartas que escrevi.

Ele disse que achou muito bonita, que a carta foi lida para todo o setor e que foi a mais bonita, e que até um bombom ele ganhou, fiquei feliz por ao menos ter servido para algo. Depois, ele apertou minha mão, e disse que "qualquer coisa, estamos aí" e foi embora. Voltei para a nossa reunião quase sem conseguir andar de tanto que tremia, mas fiquei muito satisfeito com o resultado, pela minha atitude e pela firmeza de demonstrei, falei com ele com se fosse algo natural.
Eu ia pedir para adicioná-lo na rede social, mas desisti, só não lembrei que pedir que não comentasse nada
com uma colega em comum. Mas sabe, não estou nem aí para isso, se ele quer que fale! Na vida, sempre esperamos respostas positivas, seria uma hipocrisia da minha parte se eu dissesse que queria ouvir um "não",  mas sempre acreditei que as coisas boas são consequencias da vida e que temos que nos preparar para as ruins, por isso, quando ele disse que estava namorando, não fiquei desapontado e decepcionado por ter falado com ele, me senti satisfeito e percebi que este é o caminho para eu vencer todos os obstáculos que me aparecem na vida, só enfrentando a gente vence!

sábado, 29 de junho de 2013

Pirou Minha Cabeça e o Coração...

Olá pessoas queridas, hoje vou falar um pouco sobre algo que tem me acontecido há alguns meses. Bem, desde que eu comecei no meu emprego, quando vi pela primeira vez um garoto muito bonito - ao menos para o estilo de homem que eu curto: aproximadamente 1,60cm; 55kg; branco, olhos claros, às vezes barba por fazer; todo magrinho. Acho ele uma delícia, ainda mais que tem um jeitinho tão meigo! 
Desde o dia em que o vi, fiquei atraído por ele, e acho que ele percebeu porque ele também me olha profundamente, e eu desvio logo o olhar de vergonha. Com o tempo, fui descobrindo um pouco sobre ele, primeiro percebi que ele é amigo de um colega meu, então, pesquisei na rede social desse meu colega para tentar localizar esse cara, demorou um pouco a busca, mas por fim o encontrei, olhei na escala do trabalho e descobri seu nome completo, e horários de intervalo, chegada e saída.
Assim, poderia acompanhar um pouco mais ele, ainda que de longe, eu queria fazer o máximo para ao menos vê-lo nem que fosse por menos de um minuto. Não sei se alimentar isso me faria bem, até mesmo porque não sei se entre a gente pode rolar algo, sei lá, essa minha insegurança me acaba. Tenho vontade de falar com ele de tentar aproveitar alguma situação para me aproximar.
Certo dia, quando chegou o dia dos namorado, teve uma "brincadeira" no trabalho onde a gente poderia escrever algum recadinho romântico e depositar numa urna que seria aberta e os bilhetes entregues. Eu claro, aproveitei a situação e escrevi logo dois bilhetes para ele, no final coloquei a inicial do setor que eu trabalho e as letras do meu nome completo para dar uma pista sobre mim. Também recebi uma cartinha do correio do amor, que dizia se eu ainda não tinha percebido o quando a pessoa oculta estava me amando. Infelizmente a pessoa que escreveu não deixou nenhuma dica para eu tentar descobrir quem é...
Cada dia para mim em que eu via esse garoto que mexeu com minha mente e coração, que me deixa fora de mim quando o vejo, era um avanço. Essa semana, eu estava na sala de lanche, quando um colega do setor chegou, ele me convidou para sentar em outra mesa, eu fui claro, e logo depois chegou uma amida desse rapaz, e depois ele. Mas ele nem sequer deu um bom dia! Como eu estava sentado frente a ele, fingi que estava mexendo no meu celular e tirei uma foto dele para ter de recordação. Quando ele saiu vi muito bem que ele me encarou e eu a ele, mas a gente não passa disso.
Não sei se o que estou sentindo é uma paixonite aguda, algo do momento, passageiro, mas sei que preciso externar o que estou sentindo e acho que vou contar para ele. Independente de qual seja sua reação ou de como seja o seu não, acredito que ele tem o direito de saber. Estou aproveitando este final de semana para ganhar coragem e chamá-lo para uma conversa na primeira oportunidade, tenho que pedir direção a Deus para não fazer merda. Enfim, só precisava mesmo falar um pouco sobre como estou me sentindo e sei, que isso só vai mudar a partir do momento em que contar para ele, porque se ele me rejeitar, vou esquecê-lo logo por não ter mais motivos para estar preso a alguém que não se importa, isso me faz perguntar a mim mesmo porque só me atraio por pessoas que não sentem nada por mim? Com "tantos" caras querendo ficar comigo e eu aqui sofrendo de solidão...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Meu São João 2013

Olá querido, tudo bem com vocês? Confesso que estava morrendo de saudades, mas, desde que voltei de Berimbau, estive um tanto quanto ocupado e sem tempo de acessar a net para fazer algumas postagem. Mas enfim, aqui estou eu para contar como foi meu São João.
Fui com minhas amigas da faculdade e sua família: maridos, filhos, primos e amigos. Fomos todos para
Conceição do Jacuípe, conhecida também por Berimbau para meu segundo ano passando o São João lá. Fomos na sexta-feira à noite dia 21/06 e voltamos na terça-feira de manhã dia 25/06. A ida foi um pouco conturbada por causa do trânsito em Salvador, e pegar a BR não estava fácil para ninguém, mas depois de algumas horas de viagem e engarrafamento, conseguimos chegar pouco antes da meia noite, e nem nos arrumamos, fomos logo para a praça para não perder a atração principal da primeira noite.
Cada dia foi mais especial que o outro, a minha maior expectativa estava em encontrar alguém para ficar, que fosse um cara ou alguma mulher, para mim não importava, contando que eu ficasse com alguém estava tudo bem! Mas a minha falta de coragem e minha timidez não me permitiram ser mais ousado, de tentar mais. Isso me deixou morrendo de raiva de mim mesmo.
Eu tinha que me contentar apenas em olhar os caras, e olha que cada um mais gato, mais lindo e mais gostoso que o outro! Eu ficava sem fôlego, mas claro, como não podia dar bandeira, tinha que ouvir os comentários das meninas sobre os caras com certa indiferença e não dava para ficar babando pelos homens com os maridos de minhas amigas ali. Mas confesso que deu muito trabalho para disfarçar, eram tantos homens, tantos homens, que era quase impossível não olhá-los.
No domingo à tarde, fomos todos para a praça, pois teria um desfile de homens travestidos de mulher. Chagando lá, estava tendo o chamado paredão, que é quando um carro com várias caixas de som fica ali tocando e outros carros também disputando entre si quem tem o som mais alto e quem atrai mais a galera. O ritmo tocado era somente pagode, aqueles pagodes escrotos que tocam aqui em Salvador, quase o equivalente às músicas dos bailes funks. Era uma putaria total praticamente no sentido literal: rala aquilo naquilo, senta no pau, chupa, engole, mete com força... tudo isso faz parte da letra dessas músicas, mas o que mais me chamava a atenção era a coreografia, os homens dançando de uma maneira tão sensual que até excitava. Alguns homens estavam sem camisa dançando freneticamente.
Ver aqueles homens ali dançando, másculos, fortes e belíssimos foi a única coisa com que eu tive que me contentar, porém, fiquei na mão, chupando dedo porque mais uma vez fui para lá e não fiquei com ninguém.
Ai que raiva de mim mesmo eu fiquei quando estava voltando para casa com uma mão na frente e outra atrás.Mas como a vida não é feita apenas de pegar homens – ou mulheres – eu me diverti bastante com minhas colegas, fazendo novos colegas, até já planejamos o nosso Reveillon se Deus permitir. Gostei muito desses dias em presença das pessoas que gosto de montão, de uma amizade que nasceu no primeiro semestre da faculdade e vive até agora. Os momentos que passei com todos foram muito bons, momentos de unidade, amistoso, ambiente divertido. Que venha o próximo, e que seja melhor...!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

ViAgEm...

Olá galera, amanhã, volto mais uma vez para o município de 

Conceição do Jacuípe (Berimbau) para aproveitar o recesso 

junino aqui no Nordeste, a pretensão é voltar na terça-feira 

pela manhã já que trabalho à tarde. Na mala levo roupas, 

preservativos, máquina fotográfica e produtos de higiene 

pessoal, espero voltar cheio de histórias muito boas, 

emocionantes e excitantes para colocar no blog e compartilhar 

com vocês. Um beijo a todos e divirtam-se à vontade, tenham 

um ótimo final de semana prolongado e até a próxima

...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A BÍBLIA E A HOMOSSEXUALIDADE



Na manhã deste último domingo eu estava na Escola Bíblica Dominical e a lição falava sobre a família e a sexualidade, um dos assuntos foi sobre o homossexualismo. Claro que os professores falaram sobre várias condenando tal prática ou vivência, eu porém, fiquei refletindo muito sobre isso e comecei a me questionar com Deus.
Sei que sou um homem que ama servir a Cristo, fazer a sua vontade, buscá-lo intensamente, cantar para ele, realizar sua obra na igreja, enfim, sou um homem que tem muita crença e fé em Deus, isso em mim não é fanatismo ou persuasão dos “crentes”. Eu sirvo e sigo a Deus por opção, por saber que ele me amou primeiro a ponto de dar o seu único filho (Jesus) para morrer em meu lugar, é o simples fato de reconhecer sua grandeza e que diante dele eu não sou nada e que preciso dele em minha vida.
Outro ponto que também há em minha vida e que não tenho como negar (por mais que disfarce). Eu sinto atração por homens, mas pergunto sempre a Deus por que se isso é tão errado aos seus olhos, ele permitiu que acontecesse comigo, não me sinto um cara devasso, que goste de homens por descaração como já ouvi muita gente falar ao se referir aos gays. Sei que se optar por um, terei de esquecer o outro, e com certeza não quero me esquecer de Deus e nem do que Ele tem feito por mim. Também não quero viver uma vida dupla, de mentiras porque isso me deixa angustiado.
Quando as pessoas dizem que a opção sexual é ser gay, eu digo que, na verdade não sei bem se o termo “opção sexual” é a mais adequada porque ninguém escolhe isso, acredito que mesmo as pessoas que se despertaram para a vida homossexual depois de anos vivendo como hétero, ninguém escolhe a vergonha, a humilhação, a vexação, ninguém escolhe andar na rua com alguém que ama se poder abraçar, beijar e andar de mãos dadas; ninguém escolhe ser surrado, espancado e assassinado por ser gay, então, se ser gay é opção, nem mesmo o pior dos seres humanos iriam querer escolher isso.

Hoje me ocorreu isso, esse pensamento que me ronda e me persegue, que me deixa sem saber para onde ir ou o que fazer. Sabe, na verdade eu tenho medo de fazer uma escolha e me arrepender, ou então, de escolher um caminho e depois acabar me envolvendo em outro e machucando, decepcionando e fazendo as pessoas que gosto sofrerem. Não sei, a única certeza que tenho é que Deus vai esclarecer todas as coisas em minha vida, só ele e somente ele poderá me dar a direção...
Powered By Blogger